Rio de Janeiro (RJ) - A Fifa tem que respeitar a soberania das leis brasileiras e abrir mão de alguns milhões de reais de forma a garantir uma Copa do Mundo social, e não voltada apenas para os ricos, em 2014, afirmou o ex-atacante e atual deputado federal Romário (PSB-RJ) nesta segunda-feira. "Se não colocar a Fifa no seu determinado lugar, daqui a pouco a Fifa está mandando mais que a nossa presidente e a Copa vai ser do jeito que a Fifa quer e não como a gente tem que fazer", disse Romário, que é vice presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara. Romário afirmou que não se pode pensar num Mundial de 2014 como se o evento fosse ser realizado em um país de primeiro mundo, e cobrou da Fifa a realização de uma competição com um viés social. "A conta feita pela Fifa é que com a lei da meia-entrada eles perderiam 180 milhões (de reais), ou deixariam de ganhar. Nós não temos que pagar isso. A Fifa poderia ganhar um pouco menos para que o brasileiro possa participar", disse.