Porto Alegre (RS) - O dia 17 de dezembro de 2006 amanheceu agitado no RS. Pelas ruas da capital gaúcha, a atmosfera era de Copa do Mundo, e apesar do horário atípico para uma partida de futebol, os bares e lares colorados estavam movimentados. Havia uma grande mobilização da torcida para o maior jogo da história do Internacional. O mundo esportivo aguardava com expectativa pelo início do duelo entre os campeões da América e da Europa. Inter e Barcelona eram os grandes finalistas do Mundial de Clubes 2006. “Sempre acreditei na força do pensamento positivo. Apesar de ser o temível Barcelona, eram onze contra onze , então tudo era possível. Também sabia que a energia positiva dos milhões de colorados no Brasil e no mundo faria a diferença”, destaca o ex-jogador Fernandão, capitão do time, hoje diretor do clube. Seis minutos depois de sair do banco de reservas, Gabiru protagonizou o gol mais importante dos 102 anos de história do Inter. O relógio marcava 21h38 do Japão, 10h38min do Brasil, quando Fernandão ergueu a taça de campeão de do mundo. O Inter entrava para o seleto grupo dos melhores times do planeta. Ficha técnica: Internacional (1): Clemer; Ceará, Índio, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; Edinho, Wellington Monteiro, Alex (Vargas) e Fernandão (Adriano); Alexandre Pato (Luiz Adriano) e Iarley. Técnico: Abel Braga. Barcelona (0): Valdes; Zambrotta (Beletti), Márquez, Puyol e Van Bronckhorst; Motta (Xavi), Iniesta e Deco; Giuly, Gudjohnsen (Ezquerro) e Ronaldinho. Técnico: Frank Rijkaard.
Nota do editor: Foi realmente histórico. Ninguém imaginava que o Inter poderia bater o tão poderoso Barcelona de Ronaldinho e Deco. Mas Abel armou um grande esquema tático que destruiu o time catalão. Pena que os colorados, principalmente os dirigentes, desvalorizaram o Adriano Gabiru, responsável pelo mais importante gol da história do Inter.


