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| China fez uma força imensa para levantar a taça de campeão gaúcho de 1987 |
19/07/1987
FELIPÃO COMEÇA EM GRANDE ESTILO
O clássico Gre-Nal é tão envolvente que não dá para ficar em
cima do muro. Tem gente que consegue, e eu não sei como. Ou finge que é um ‘muraldino’.
Eu torço, sempre torci e vou continuar torcendo para apenas uma equipe: Sou
Novo Hamburgo, se é isso que você quer saber. É impossível você gostar de
futebol, sem torcer para um clube. Quem diz que não torce para nenhum time, é
um hipócrita, isso mesmo, um falso. Aquele que diz que não tem time é
mentiroso, você pode acreditar nisso. Até mesmo um árbitro de futebol torce ou
torceu para alguém. Ah, o Xuxu que me desculpe! Ele é um torcedor símbolo do
Internacional e até este momento imaginava que eu fosse colorado, assim como
ele. Eu sei que ele ficará decepcionado, mas o que eu posso fazer. Gosto não se
discute, não é Xuxu?
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Depois do vexame do Brasil na Argentina, restou a minha esperança de bom futebol na final do Gauchão. O time do Grêmio contava com alguns jogadores remanescentes da Libertadores e do Mundial em 1983, como Mazaropi, Bonamigo, Casemiro e China. O grande Renato já não estava mais. Ele agora, estava fazendo a alegria do torcedor flamenguista. Neste ano, surgia o técnico Luiz Felipe Scolari, com o seu temperamento explosivo, mas muito competente. Era o futebol força, o futebol de resultados e de títulos que chegava ao Rio Grande do Sul, com a camiseta do tricolor. O time colorado não era bobo. E por isso, foi um grande espetáculo no estádio Olímpico. A decisão valia a quebra da hegemonia de campeonatos do Grêmio. Por outro lado, para os gremistas valia o tricampeonato.
Foi um jogo incrível, porque aos 18 minutos do primeiro
tempo, o Grêmio já vencia por 3
a 0 e ameaçava uma goleada histórica em cima do maior
rival. Embora o Inter contasse com um estrategista no banco, o time estava
completamente perdido. Ênio Andrade ficou apenas pensando numa maneira de parar
o ataque gremista, o que parecia não estar tão fácil assim. Ainda no primeiro
tempo, o lateral-direito Luiz Carlos Winck descontou, em uma cobrança de
pênalti. O torcedor gremista já entoava o grito de é campeão, campeão pelas
arquibancadas do Olímpico. Eram quase 48 mil pessoas, claro um terço dela era
colorada que começa a ir para casa.
Entretanto, o atacante Paulinho (onde anda ele?), marcou
mais um para o Inter. O gol, entanto, não adiantou e a taça ficou mesmo com o
capitão China. Aliás, pela cara que o China fez quando levantou o troféu, era
um peso desgraçado! A decisão marcou também quase o fim da carreira do zagueiro
Pinga, um dos melhores surgidos no sul nos últimos tempos. O atacante Fernando
entrou para quebrar no meio o zagueiro colorado, que teve rompimento dos
ligamentos do joelho.
Depois desta lesão grave, Pinga, que foi apontado pelo
técnico italiano Enzo Beazort como o melhor do mundo, nunca mais foi mesmo. Com
certeza, se não tivesse acontecido a lesão, ele teria disputado a Copa na
Itália. Era o início de uma carreira vitoriosa do Felipão, que culminaria anos
mais tarde em um título mundial com seleção brasileira.
