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| Aqui, zagueiro Vilmar sobre mais que a zaga gremista e faz o gol do Tigre |
Alô, amigos!
GRÊMIO X CRICIÚMA - PARTE III (1988-1994)
MAIO DE 1991
Onze dias depois de cair para Segunda Divisão do futebol brasileiro, o Grêmio estava decidindo um título, agora de verdade. Apesar de uma péssima campanha no Campeonato Brasileiro, o Grêmio da Copa do Brasil parecia outro. Eu estava ficando maluco com isso. Acho que todos, ninguém entedia esta metamorfose gremista. O adversário na final era o Criciúma, de Santa Catarina, a dois passos do Rio Grande do Sul.
"Eu estava na casa de um colega de trabalho na época, o Otto, quando no Estádio Olímpico, Grêmio e Criciúma empataram em 1 a 1. Tomamos algumas cervejas, comemos um belo churrasco esperando o momento de chegar a hora de começar a partida. Como a esperança é última que morre, como diz o velho ditado, nós estávamos ali, diante da televisão, na expectativa de que alguma coisa poderia mudar de onze dias para cá. Bem que o time do Grêmio tentou, tentou, mas não conseguiu"
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| Mostrando competência, Felipão (à esquerda) vence a Copa do Brasil com o Criciúma |
O Criciúma era treinado por Luís Felipe Scolari, um estrategista. Ele, apesar de ser gremista, estava disposto a acabar ainda mais com o Grêmio. A equipe do tigre, como é chamado o Criciúma, superou o Grêmio em dois jogos e mostrou ser mais forte do que o time gaúcho. No primeiro, em Porto Alegre, o empate em 1 a 1 deu a vantagem para o time catarinense. Em Santa Catarina no Estádio Heriberto Hülse, o tigre poderia garantir o título com um empate simples, sem gols.
A minha cabeça girava ainda não acreditando em mais uma derrota no futebol. A cabeça girava, pois ainda estava fluindo a cerveja nas minhas veias. Bebi pelo Grêmio. Bebi pelos jogadores. Bebi também, pelo pior ano que já teve o futebol gaúcho. Decidi que era melhor eu escutar uma música do Guns N’Roses.

